17 de junho
- É de manhã. São duas turmas agora, quatro aulas. Com uma delas já encerrei o
conteúdo, mesmo assim abro a sala no Microsoft Teams para deixar um recado aos
alunos. “Estou por aqui, mas não teremos aula, estou fazendo as correções das
atividades”, conforme eu já havia alertado na aula anterior. O Danilo entra na
sala e sai rapidamente. Em seguida chega o Rafael, curte a postagem do meu
recado, mas em seguida sai. Uma última olhadela e vejo que o William entrou no
finalzinho da aula, mas em seguida sai também. Não tem aula, estou na correção
das atividades, ainda assim me preocupo, de certa forma, mostrar aos alunos que
estou por ali, minha presença virtual. Não precisaria. Mas gosto de abrir a
câmera durante as aulas, gosto de mostrar que estou sempre ali, conectada.
É hora do almoço
e já venho com o pratinho do almoço da Isadora, que não gosta muito de salada,
mas acaba comendo, de tanto que eu insisto. Certamente melhor assim, pelo bem
da saúde dela. Ela almoça. Volto mais tarde pro quarto dela e vejo no rostinho
dela o seu tédio com as aulas remotas. Ora! Uma garotinha de 16 anos ficar o
tempo todo assistindo aula, ouvindo o professor falar, só por Deus! Ela só quer
saber das férias chegarem. Tempos difíceis! Fico pensando também como será a
nova realidade, com a volta das aulas presenciais, sabe-se lá quando!
Volto pras
minhas correções. São muitas. Final de semestre. Mas são muitas roupas também
para passar. O almoço que já foi feito, a tese que preciso escrever e não
consigo. Que não sai da minha cabeça. Continuo as correções. Logo mais à noite
a primeira turma de inglês 6 vai fazer a apresentação do jogo que desenvolveram
(em inglês!) Adoro este projeto! Acho que gosto dele principalmente porque os
alunos curtem fazer este trabalho. Gosto de trazer atividades que motivam os
alunos, que eles gostam. Gosto da interação. No final de cada apresentação fui
dando o feedback pra cada um. Eles agradeciam. O Guilherme é ótimo e foi
constante e focado o tempo todo, ao longo das aulas. Nunca faltou e sempre
fazia as atividades propostas com entusiasmo. Estava sempre lá, motivado. Do
início ao fim do semestre. E eu percebia isso. A apresentação dele com o Kaio
durou quase 30 minutos, o vídeo. Ao invés de assistir ao vídeo ele resumiu
tudo, mostrando o que tinha feito. Foi perfeito! Ele é ótimo, profissional,
educado. Elogiei o Guilherme com gosto! E olha o que ele postou no chat, no
final da aula. O Guilherme!
Fiquei muito
feliz, porque o Guilherme é um excelente aluno. Que alegria ouvir isso dele. Da
mesma forma que ele ficou feliz com o meu elogio (acho!), eu fiquei feliz com o
elogio dele. Ele não imagina quanto. Mas tenho sempre muuuuito a melhorar. Fico
pensando também como será a nova realidade, com a volta das aulas presenciais,
sabe-se lá quando!
A segunda turma
fez uma atividade avaliativa e terminaram em menos de uma hora. Gostei, pois eu
estava bastante cansada. Cansada com a roupa.
Com o almoço. Com a atividade que eu ainda tinha que preparar pra essa
última turma. Preocupada com o tédio e tristeza da Isadora. Estressada com o
Cooper. Um cãozinho de 4 meses que me deixa maluca. Não queria cachorro. Não
que eu não goste de cachorro. Tenho muita coisa pra fazer e cuidar, não consigo
tomar conta de um cachorrinho. Mas a Mariana e a Isadora estão felizes. Mas só
Deus sabe como é difícil pra mim ter o Cooper em casa. Não tá fácil. Mas tento sempre
olhar o lado bom das coisas. No sábado passado tomei a vacina, dia dos
namorados! Fiquei muito feliz e agradecida pela oportunidade de ter recebido a
vacina. Muitos não tiveram a mesma chance. Isso é triste demais! A pandemia vai
acabar.
Quero dormir e vem a Isadora com a carinha triste. Está entediada. Continua entediada. Quer viver. Quer curtir a vida. Quer ver os amigos. Não quer aula remota. E eu não sei o que faço. Tento acalmá-la, dizendo que a pandemia vai passar. Que não será sempre assim. Prometi pra ela que iríamos buscar o material escolar na escola, no dia seguinte à tarde, depois do almoço. Daí a gente iria tomar um sorvete. Parece que ela acalmou um pouco para dormir, mas meu coração não. Sei bem como está sendo difícil pra ela esses tempos de pandemia. Difícil pra mim. Difícil pra todos. Mas vai acabar. Tem que passar. Daí a gente vai ter que aprender a lidar com tudo o que perdeu-se ao longo desse tempo. Sigamos em frente, com esperança. Certamente temos muito a aprender com isso tudo. Tudo vai melhorar!!
Nossa, querida, receba o meu abraço solidário! Até para o Cooper é difícil... começa a ter sinais de que tudo vai melhorar... tocada com seu dia a dia...sim, tudo vai melhorar!
ResponderExcluirObrigada!! Não tem sido fácil, né?? Eu não coloquei o meu nome, agora não consigo editar... como faço?
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