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Pelo prazer em ler o que quiser!


Sábado, 26 de junho 
 Final da manhã de sábado, final de mês... Há cerca de  3 semanas que tento escrever esse diário, mas foram tantas atividades, demandas, que me perdi nos prazos e não consegui parar e fazer. 

Depois de um feriado- sou do NE e aqui a gente comemora o São João 💃- de muito trabalho e estudo, hoje, durante a minha aula de inglês -kkk- estou escrevendo esse diário, multitarefa que chama?

 Brincadeiras a parte, essa tem sido a minha rotina, combinar uma coisa com a outra, tudo na tentativa de ser "boa" em tudo. Não sei se eu realmente estou aprendendo, melhorando, ou só fazendo. Mas sem querer me alongar, eu me sinto feliz com os dias, me sinto feliz em fazer as coisas, me sinto útil. 

Não sei se isso é positivo, mas não tem me feito mal quanto as pessoas acreditem que seja... Pelo menos eu acho... Se passo o dia todo produzindo isso não é uma tortura para mim, sabe? Tortura para mim são os prazos curtos, esses me irritam, me impedem de fazer uma produção de qualidade. 

Falando em prazos, vamos ao foco desse relato, Carolina Maria de Jesus em sua rotina sofrida, negligenciada pelas autoridades, conseguiu escapar pela literatura, eu, mesmo vivendo em um contexto abissalmente diferente do dela, não consigo escapar pela literatura. Acreditem, eu nunca me afeiçoei a ela, quer dizer... estou sendo muito radical, eu gosto da leitura, a leitura juvenil, acreditam? Pois bem, fui uma leitora de fanfics, fui/sou uma leitora de livros que versam sobre romances adolescentes. Também sou uma curiosa, tenho vontade de ler livros distópicos, acho que me interessaria muito por essa leitura.

Na contramão da minha graduação, não sou uma leitora ávida por clássicos, me sinto "mal" por isso, mas sinceramente, não consigo desautomatizar por meio de uma leitura que eu preciso ir ao dicionário a cada frase... me desculpem colegas, mas não gosto de nada que me trave, posso parecer "cringe" por isso? kk

Enfim, esse relato não é bem sobre o meu dia, minha semana, mas sobre a atividade de ler, uma atividade que não deveria ser eivada de preconceitos, até para nós, professores de Língua Portuguesa. 

E quanto ao dia de hoje, lerei, lerei muito, muitas redações escolares... infelizmente a rotina de trabalho nos impede de outro tipo de leitura e mesmo não achando de todo ruim a minha rotina atribulada, como eu havia dito, se os prazos não fossem tão pequenos, certamente eu seria mais feliz em sentar no terraço e ler qualquer livro que me interessasse no momento. Espero que eu chegue lá!

Abraço aos meus leitores 📝💙 

Letícia Oliveira




Ah falando em livros... https://www.instagram.com/reel/COBo33fDeM_/
eu também amo leituras teóricas <3

Comentários

  1. Letícia, a vida de professora é mesmo cheia de tarefas. Gostei do estilo machadiano de escrever
    interagindo com o leitor!

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  2. Puxa, que sincero! Amei! Pois é, você diz não ser apaixonada pelos clássicos, mas tem um estilo que se aproxima deles (olha o uso de 'eivados")... Eu acho que a escrita cura... e não precisa se cobrar porque, como aluna de Letras, teria obrigaçaõ de gostar dos clássicos... continue lendo-os, de repente, eles te fisgam!

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