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Postagens

Tudo vai melhorar!

  17 de junho - É de manhã. São duas turmas agora, quatro aulas. Com uma delas já encerrei o conteúdo, mesmo assim abro a sala no Microsoft Teams para deixar um recado aos alunos. “Estou por aqui, mas não teremos aula, estou fazendo as correções das atividades”, conforme eu já havia alertado na aula anterior. O Danilo entra na sala e sai rapidamente. Em seguida chega o Rafael, curte a postagem do meu recado, mas em seguida sai. Uma última olhadela e vejo que o William entrou no finalzinho da aula, mas em seguida sai também. Não tem aula, estou na correção das atividades, ainda assim me preocupo, de certa forma, mostrar aos alunos que estou por ali, minha presença virtual. Não precisaria. Mas gosto de abrir a câmera durante as aulas, gosto de mostrar que estou sempre ali, conectada. É hora do almoço e já venho com o pratinho do almoço da Isadora, que não gosta muito de salada, mas acaba comendo, de tanto que eu insisto. Certamente melhor assim, pelo bem da saúde dela. Ela almoç...

Memórias Imigrantes

Memórias, não são só memórias/ São fantasmas que sopram coisas ao ouvido  Coisas que ...  (Pitty) Hoje, o dia foi igual a todos os outros. Já entrei na rotina aqui. Perdi a noção do fim de semana porque os dias são todos iguais, a rotina é a mesma. A vida de imigrante tem certos limites, pelo menos no começo – eu até  já escrevi  sobre isso... A mais dificil é a barreira linguística. Por mais que a gente saiba o idioma, lidar com todas as pressões ao mesmo tempo não é muito fácil.  Fico pensando nos meus antepassados ​​que foram para o Brasil no início do século passado. Sem tecnologia, como eles aguentaram a saudade da família que ficou? Como deve ter sido difícil aprender o novo idioma... Anna Pavlemko já escreveu sobre isso antes, sobre adultos aprendendo um novo idioma e construindo uma nova identidade em outro idioma e como esse processo é complexo. Quantos mais idiomas se sabe mais recursos se tem, mas demora um tempo pra gente se acostumar com as novas id...

Seis e meia

Por piores que sejam as tarefas do dia, nenhuma é mais difícil que a de levantar da cama no inverno. Me sinto quase agredido fisicamente quando o despertador do celular toca avisando que são seis e meia da manhã. O levantar é irrevogável, inadiável, urgente: a decisão de levantar às seis (e tomar café, ler as timelines, comer um sanduíche) ou às seis e meia (e sair sem café, sem ler nada, tendo que fazer tudo correndo) foi tomada na noite anterior. Agora, restam a resignação e a obediência ao relógio, ao implacável passar do tempo. Dia de ir pra escola. Sempre que não está chovendo é dia de ir de moto. Inevitável passar um pouco de frio nesta época do ano. Jaqueta de proteção, luvas, meião de jogar futebol (saudade), controles dos portões da casa e da escola nos bolsos e vamos. Quando abro o portão, a Lola sai. Nunca vi cachorra mais insuportável: faz buracos pelo pátio, não atende quando chamada e sai correndo pro meio da rua sempre que o portão é aberto (quase foi atropelada umas t...

Mais um dia cheio de fé e esperança!

  8 de Junho de 2021   Ontem foi segunda-feira, dia em que faço as últimas preparações para as aulas, não preciso ir à escola. Além disso, tem a casa e a família. Mulher é um ser surpreendente! A gente faz um monte de coisa ao mesmo tempo, pensa em tudo e em todos. Nossa semana não começou nada bem, uma colega morreu desta peste que assola a humanidade, muito triste! E por conta disso, me bateu um desespero! Eu precisava ver uma amiga, amiga do coração, Mirian ficou muito abatida com essa partida, não nos vimos desde fevereiro, precisava vê-la nem que fosse por pouco tempo, mas precisávamos conversar, se ver, tomar um café. Marcamos para hoje, o dia em que conseguimos bater os horários. Meu despertador tocou às 5h30, levanto cedo quando preciso estar na escola no primeiro período, coisas da idade eu acho! Gosto de ter tempo para mim pela manhã, deixar tudo pronto, alimentar meu gato, fazer meu café, tomar meu banho, sem pressa. Quando era mais nova , levantava e saía cor...

Olha, eu passando por aqui!...

Estou com as tarefas atrasadas e, nessa tarde do domingo, entrei no Moodle para começar a repô-las. Durante o almoço, enquanto pensava nessa programação para o meu domingo, perguntava-me "será que eu consigo começar pela última?" Pois não é que é isso mesmo que estou fazendo! rsrsss... Fui instigada pelas postagens do Telegran. Então, quando comecei a ler os tópicos da aula do dia 05/06, não deu outra. Cá, estou, postando no Blog de Despejo! Os últimos dias não têm sido fáceis. Explicar a minha rotina de trabalho não seria novidade: finalizando um período de gestão, com mil tarefas para concluir e deixar tudo organizado para a sucessora, a organização de um evento e a conclusão do semestre letivo é só o comecinho. Bah! A parte angustiante mesmo foi ficar dentro de um hospital, com meu pai de 91 anos, internado com diagnóstico de COVID-19. Ali, nada dependia de mim, nem dos meus irmãos. Estávamos com a nossa confiança em Deus, primeiramente, e nos profissionais de saúde, que n...
 27.05.2021. 6h30min. Acordo com o toque do despertador. Levo o cachorro fazer xixi, porque ele está impaciente. Na volta, banho, café da manhã, telefonema da Sabrina para repassar agenda. Aula no PPG às 9h. Estouro de um cano e ficamos sem água.Tarde intensa. Vi entraria noite a dentro: às 19h30min eu deveria estar na abertura do evento de 15 anos do PPG Economia. A pandemia tem nos desafiado dia a dia quanto ao nosso tempo disponível (cada vez menor), à qualidade das nossas interações... Whatsapp até lançou uma funcionalidade para ouvirmos áudios mais rapidamente (principalmente de pessoas chatas que insistem em enviar áudios gigantescos). Eu, por exemplo, estou conseguindo participar de mais reuniões do que participava antes, mas já me dei conta de não ter me levantado uma vez sequer em uma tarde de trabalho. Qualidade das interações reduzida. Voltemos ao meu dia. Após cumprir a sequência de agendas, nova saída com Lancelot (sim, ele consegue se controlar para ir ao 'banheiro...

DIÁRIO EM TEMPOS DE PANDEMIA

  DIÁRIO EM TEMPOS DE PANDEMIA 12 DE JUNHO DE 2021 – É manhã de sábado de outono, desde ontem a brisa está mais fria, com certeza os dias de inverno se aproximam. Há mais de um ano vivo reclusa dentro de casa devido à pandemia do novo coronavírus que se espalhou pelo mundo desde 2020. No Brasil contam 484.350 mortes causadas por COVID 19. Tinha   rotina baseada em sair apenas para resolver casos de necessidade, como ir ao supermercado para fazer compras, à farmácia e à casa lotérica ou ao banco para colocar as contas em dia. Também passei assistir a uma lista sem fim de filmes e séries. Ainda aproveitei para fazer dois cursos on-line com o intuito de preencher o tempo. Só que o isolamento social   traz problemas emocionais, mentais, muitas vezes que é difícil dar conta. Então, resolvi pedir ajuda a uma terapeuta, com quem tenho um encontro on-line uma vez por semana. Está dando certo! Desde então, resolvi me matricular em uma academia de ginástica que segue os protocolo...